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domingo, 2 de janeiro de 2022

[ARTIGO]

IMIGRAÇÃO E EDUCAÇÃO INFANTIL: ANÁLISE DA RELAÇÃO ENTRE A EMEI E FAMÍLIA A PARTIR DO RELATO DE UMA MÃE BOLIVIANA 

Adriana De Carvalho Alves Braga
João Clemente de Souza Neto
José Paulo Ferreira dos Santos

Revista Zero-a-Seis, v. 23, n. 43, 2021



RESUMO: Neste artigo, discutimos alguns elementos que contribuem para a compreensão sobre a presença de crianças imigrantes e de origem imigrante na Educação Infantil, a partir da narrativa de uma mãe imigrante. Realizamos análise dos conceitos de diversidade, identidade e diferença, tratando de compreendê-los como categoria necessária para o estudo das dinâmicas instauradas a partir da presença das crianças imigrantes nos espaços educativos. Para conhecer a problemática na perspectiva da família, elaboramos um roteiro de questões que conduziram uma entrevista realizada com uma mãe boliviana que tem filhos pequenos matriculados na Educação Infantil. Os resultados da entrevista dão conta de que persistem situações de xenofobia, que se manifestam através de apelidos pejorativos em relação ao fenótipo, à origem e aos costumes, e dialogam com os debates necessários para a construção de estratégias de acolhimento.

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segunda-feira, 8 de novembro de 2021

[DISSERTAÇÃO]

¡No hablamos español! 
Crianças bolivianas na Educação Infantil paulistana

Ana Paula Silva

Mestrado em Educação, 2014
Educação e Saúde na Infância e Adolescência
Universidade Federal de São Paulo
Orientação: Prof. Dr. Marcos Cezar de Freitas

RESUMO: A presente dissertação investiga as formas de acolhimento e socialização oferecidos às crianças imigrantes bolivianas de segunda geração nas escolas de educação infantil da cidade de São Paulo. De perspectiva interdisciplinar, o trabalho que alia pesquisa bibliográfica e etnografia organiza-se a partir de três eixos. O primeiro deles dirige-se à contextualização de conceitos concernentes ao fenômeno migratório; o segundo diz respeito à legislação vigente relativa ao direito à educação, bem como à elucidação sobre os temas pertinentes ao atendimento na educação infantil; o terceiro se dedica à apresentação e à análise dos resultados obtidos por meio de levantamento de dados das fichas de matrícula, da pesquisa etnográfica e das entrevistas com os pais e as educadoras. O desenrolar desta pesquisa demonstrou a existência de atitudes preconceituosas e discriminatórias, as quais inviabilizam a construção de uma escola de educação infantil inclusiva, democrática e libertária. Tal aspecto aponta para a urgência na implementação de ações formativas que subsidiem as práticas educativas envolvendo a educação de imigrantes.

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